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Fui Demitida e Descobri Que Estou Grávida, O Que Fazer?

Descobrir uma gravidez após ser demitida pode ser desesperador. Além das preocupações com a saúde, surgem gastos extras como roupas de gestante, pré-natal, medicamentos, enxoval e fraldas. Felizmente, se você já estava grávida no momento da demissão, pode ter direito a recuperar o emprego!

Quer entender seus direitos e o que fazer nessa situação? Neste post, vou explicar:

  1. Quando a grávida pode ser demitida?
  2. O que fazer para ser reintegrada?
  3. Fui demitida grávida, como processar a empresa?

Vamos lá!

Saiba mais: https://lsadvogado.com/direitos-da-empregada-gestante-protegendo-a-maternidade-no-ambiente-de-trabalho/

1. Quando a Grávida Pode Ser Demitida?

Em geral, a trabalhadora grávida tem direito à estabilidade provisória e não pode ser demitida desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto.

No entanto, existem duas situações em que a demissão é permitida:

  • Demissão por Justa Causa: Quando a trabalhadora comete falta grave.
  • Fim de Contrato Temporário: Quando o contrato tem prazo de término definido.

Se a demissão não se encaixa nessas situações, a empresa não pode dispensar a trabalhadora durante o período de estabilidade.

Importante: mesmo que você não soubesse da gravidez no momento da demissão, o direito à estabilidade se mantém.

2. Eu preciso voltar a trabalhar? Ser reintegrada?

A resposta é não. Você não é obrigada a voltar a trabalhar na empresa, isso só vai acontecer se a trabalhadora quiser e aceitar, mas não há qualquer obrigação, e essa recusa não vai gerar nenhum prejuízo para a gestante.

Mas a empresa pode reagir de três maneiras:

A. Reintegração da Gestante

Se a empresa oferecer a reintegração, e a trabalhadora gestante aceitar, haverá retorno ao trabalho e receberá todos os salários e demais verbas trabalhistas que não foram pagos desde a demissão até o retorno ao trabalho.

No entanto, poderá ser necessário devolver as verbas rescisórias que recebeu na demissão, como 13º salário, férias e aviso prévio.

Esse valor pode ser devolvido em parcelas ou negociado com o empregador.

B. Indenização Substitutiva

Se não aceitar o retorno, a empresa deverá por pagar uma indenização substitutiva referente ao período de estabilidade.

Isso inclui o pagamento de todos os salários do período, além de outras verbas como 13º salário proporcional, férias + 1/3, FGTS com multa de 40%, entre outros.

3. Fui Demitida Grávida, Como Processar a Empresa?

Caso a empresa negue seus direitos, é importante buscar o auxílio de um advogado trabalhista para orientá-la sobre o processo.

O advogado analisará seu caso, esclarecerá dúvidas e ajudará a reunir os documentos necessários para comprovar seus direitos. Documentos importantes incluem:

  • Ultrassom com Idade Gestacional: Para comprovar a data de concepção.
  • Certidão de Nascimento do Bebê: Se disponível.
  • Carteira de Trabalho e Termo de Rescisão: Que mostre que a demissão foi sem justa causa.
  • E-mails e Mensagens com a Empresa: Comprova a tentativa de informar sobre a gravidez.

Conclusão

Agora você sabe que tem direito à estabilidade mesmo se desconhecer sua gravidez no momento da demissão, e a empresa deve Pagar uma indenização correspondente ao período de estabilidade.

Se a empresa não cumprir com suas obrigações, busque o auxílio de um advogado trabalhista para proteger seus direitos.

Está enfrentando dificuldades com a estabilidade gestacional? Agende uma consulta com nossos advogados trabalhistas especialistas e saiba como garantir seus direitos!

Saiba mais: https://lsadvogado.com/direitos-da-empregada-gestante-protegendo-a-maternidade-no-ambiente-de-trabalho/

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Redigido por

Dr. Luiz Soares

Advogado Especializado em Direito do Trabalhador
Fundador e CEO do LS Advogado.
Salientamos que este artigo tem natureza estritamente informativa.

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